BA - Chapada Diamantina

Chapada Diamantina

A Chapada Diamantina é uma região de serras, situada no centro geográfico da Bahia, com uma área de 30.921,00 Km², onde nascem quase todos os rios das bacias do Paraguaçu, do Jacuípe e do Rio de Contas. Essas correntes de águas brotam nos cumes e deslizam pelo relevo em belos regatos, despencam em borbulhantes cachoeiras e formam transparentes piscinas naturais. A Chapada é composta por 24 municípios: Boninal, Bonito, Ibicoara, Iraquara, Jussiape, Lençóis, Mucugê, Nova Redenção, Piatã, Abaíra, Andaraí, Barra da Estiva, Ibitiara, Itaeté, Marcionílio Souza, Morro do Chapéu, Novo Horizonte, Palmeiras, Rio de Contas, Seabra, Souto Soares, Tapiramutá, Utinga e Wagner.

Chapada Diamantina

PALMEIRAS - Com a descoberta e exploração de diamantes no córrego do Lajedinho, afluente do Rio Preto, que banhava a Fazenda das Palmeiras, um grande contingente de garimpeiros chegou à região e os moradores da fazenda que antes viviam da lavoura, despertaram para os serviços de mineração. O município está localizado dentro da Chapada Diamantina e distante 439 Km de Salvador. Um dos pontos turísticos mais visitados da Chapada, o Morro do Pai Inácio, fica nos limites desse município.

Circulando por Palmeiras

Pontos Turísticos

Morro do Pai Inácio

Localizado no km 231 da BR-242 dentro do Município de Palmeiras, proximo ao povoado de Campos de São João, o Morro do Pai Inácio é um dos principais cartões postais não só do Município mas também de toda Chapada Diamantina. Alguns sites identificam o Morro do Pai Inácio pertencendo à cidade de Lençóis, mas, conforme o site oficial de Palmeiras, o morro está situado dentro dos limites do município de Palmeiras.

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LENÇÓIS - Numa época de muita riqueza, Lençóis era conhecida como a Capital do Diamante. Tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional desde 1973, a cidade preserva o casario colonial do final do século XIX. Com o término da mineração e a criação do Parque Nacional da Chapada Diamantina, o turismo tornou-se uma nova fonte de desenvolvimento para a região. Lençóis dispõe de infra-estrutura com capacidade para atender turistas de todas as partes do mundo. Possui aeroporto a 20 km da sede, dois mil leitos oficiais de variados tipos de hospedagem, agências e guias, culinária regional, nacional e internacional, internet e todos os sinais de celular. Para conhecer as atrações, agências de turismo organizam caminhadas pelas trilhas que cortam o parque e passeios fretados para os locais mais distantes.

Circulando por Lençóis

Patrimômio histórico de Lençóis

Cascata do Rio Mucugezinho

Chapada Diamantina

ANDARAÍ - A palavra Andaraí é de origem indígena - Andira (morcego) e y (água, rio) = rio de morcegos. Presume-se que a designação do nome da cidade tenha sido inspirada pela presença de grandes grutas. A corrida em busca do Diamante e do Ouro fez de Andaraí um dos locais preferidos pelos garimpeiros pelas pedras preciosas que afloravam em seu solo e seus nativos com suas lendas e misticismo. Assim nasceu o povoado de Andaraí. Criou-se o comércio local e as indústrias de transformação foram introduzidas. A agropecuária é sua principal atividade econômica. O turismo vem se desenvolvendo muito na cidade, que tem a vantagem de oferecer fácil acesso às atrações naturais da Chapada Diamantina. A localização privilegiada tem atraído investimentos na área de hotelaria. Se destaca pela arquitetura colonial de seus casarões, que abrigavam os barões do diamante na fase de esplendor, além das belezas naturais em sua volta. É tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) numa referência aos habitantes das grutas nos paredões de pedra em volta dos rios da região.

Chegando em Andaraí

A BR-142 surpreende pela sua paisagem, o trajeto é bem diversificado, pode-se ver desde paisagens áridas até túneis verdes sendo cortados pelo pôr-do-sol. O gado sendo guiado pela estrada e o belo rio Paraguaçu.

Arquitetura de Andaraí

Andando por Andaraí, pode-se ver antigos casarios em perfeito estado de conservação. Além da beleza histórica preservada, também chama bastante a atenção a limpeza da cidade, o cuidado com as praças e a simpatia do povo. A encosta do morro é marcada com o nome da cidade, carinhosamente apelidada de Andarawood, lembrando da inscrição de Hollywwod.

Praças e monumentos

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NOVA REDENÇÃO - Localizada na região da Chapada Diamantina, uma das mais belas paisagens naturais do mundo, a cidade de Nova Redenção é destaque pelo contato direto do homem com a natureza. Várias cachoeiras e córregos fazem parte do cenário do vilarejo de 10 mil habitantes. Até 1991, a cidade pertencia ao município de Andaraí, quando ganhou a emancipação e passou a ser um município. Dentre as principais atividades econômicas estão a agricultura, a pecuária, os serviços e o comércio. No turismo, a cidade destaca o Poço Azul, o Morro das Araras, o Olho D’Água da Urânia, a Praia da Peruca e as cavernas inexploradas.

Trajeto até o Poço Azul

Para chegar ao Poço Azul é necessário atravessar um longo, porém, compensador trecho de estrada de terra. No caminho é possível apreciar a caatinga e as casas de pau-a-pique, típicas do sertão nordestino.

Gruta do Poço Azul

O Poço Azul é um dos principais atrativos turísticos da Chapada Diamantina e o principal ponto turístico de Nova Redenção, na região sul da Chapada Diamantina, a 45 km da BR-242. Um garimpeiro descobriu o Poço Azul em 1920, quando procurava diamantes na região das lavras diamantinas, na Chapada Diamantina. O Poço começou a receber a visitação de turistas a partir de 1994, transformando-se num dos mais conhecidos atrativos da Chapada. A profundidade chega a 21 metros e é permitido flutuar em alguns trechos, apesar da profundidade, dá para observar as formações rochosas incríveis debaixo da água transparente. O melhor momento de entrar no Poço Azul é entre 13h e 15h, quando os raios solares irradiam águas azuis, formando um espetáculo de rara beleza. Estudos paleontológicos foram feitos no Poço Azul, a partir de 2005, onde foram encontradas mais de 3.000 unidades de fósseis de animais pré-históricos, transformando o Poço Azul no maior sítio paleontológico submerso do Brasil.